sexta-feira, 16 de maio de 2014

Na copa não imagino, mas depois, quem sabe!

Quando a Nany lançou o tema da semana, só conseguia pensar na Copa. Resisti muito ligar um assunto ao outro, mas não teve jeito. 

Ontem estava no aeroporto de Curitiba e na fila para despachar a bagagem fui abordada por uma repórter de um canal de TV. Ela queria saber o mesmo de sempre: se as obras da Copa no aeroporto ajudava ou não ajudava, se estava melhor ou pior. Apesar de ser muito otimista, na hora da entrevista, reclamei. Depois, já na sala de embarque, me arrependi. Não gosto de falar mal do Brasil. Eu nasci aqui, eu sou patriota, eu ganho dinheiro aqui, enfim, eu amo o meu país. Também quero que tudo dê certo: a copa, a economia, os visitantes tendo uma boa experiência. Por que eu iria querer passar pelo constrangimento de mostrar um cenário feio do Brasil para o mundo inteiro? 

Acredito que a maioria dos brasileiros pensa assim, mas reclama. Porém tem uma coisa que me parece diferente desta vez: não vejo euforia. Não vejo todo mundo louco, só pensando na Copa, esquecendo que é preciso continuar vivendo. É aqui que ligo o assunto ao nosso tema: sinto que estamos evoluindo também como nação. Não estamos mais nos enganando tanto e acreditando que o futebol e alegria do povo e o resto não importa. Claro que este é um movimento, como qualquer outro, que anda devagar, cheio de altos e baixos, mas também estamos seguindo em frente. 

Por fim entrei no avião com a sensação de uma coisa que aparentemente foi ruim para o Brasil, no fim das contas, vai deixar um legado bom. Estamos ficando mais realistas, mais prontos para não nos deixar enganar e se iludir. E como bom brasileiros que somos, sempre seremos apaixonados por futebol, porém, este será só o nosso esporte favorito e, não, o que mais importa. Espero que o meu otimismo se torne realidade. Eu creio nisso.


terça-feira, 13 de maio de 2014

O guerreiro pacificado e a volta dos valores mais elevados. Da teoria, à realidade.


Esta semana vários temas vieram no meu pensamento para pautar a reflexão desta semana e decidi pela onda de barbárie que temos visto nos últimos meses que, entendo, refletem o momento que a sociedade está vivendo: o finzinho do modelo antigo, e paralelamente o nascimento de modelos novos. Assim mesmo, no plural.

Muitos me dizem que nunca esteve pior... devo informar que sim já esteve, como sociedade estamos melhorando ao longo dos séculos. Crimes horrendos sempre existiram, mas hoje com a vida em tempo real, te acessando por diversos canais parece que tudo ficou mais potente.

Como sociedade andamos numa espiral ascendente, mesmo que pareça que estamos voltando para atrás na realidade estamos subindo, aprendendo e evoluindo. O movimento me lembra o trem que deixa Cuzco em direção a Macchu Picchu, no meu país Peru. Quem fez essa viagem sabe do que estou falando: num determinado momento o trem dá ré várias vezes para poder subir a montanha em curvas com cotovelos bem estreitos. Pode parecer que o trem está voltando, mas na realidade ele está subindo, subindo, subindo.

Tenho compreendido que quando grandes mudanças se instalam e novas estruturas começam a se formar, a resistência dos que valorizam o passado se torna mais contundente. O novo faz muitas pessoas andarem na trilha do medo. E como já refletimos aqui, o medo é terreno fértil para nosso lado sombrio tomar conta de nós.

Eu sempre prefiro apostar na nossa luz, não porque eu seja uma poliana resistente, mas porque quase 30 anos de pesquisa, ouvindo e estudando seres humanos, me comprovaram que as pessoas, nas sua imensa maioria querem optar pelo bem. Quando não o fazem, muitas vezes, é porque crêem que é necessário se proteger. Perderam a confiança. A dor causa isso de forma contundente. Para eles, amor para reconstruir a confiança. Amor lúcido: o amor que consegue enxergar toda a sombra e sua força, se defende, mas o faz na paz. É a arma do guerreiro pacificado.

E é este guerreiro pacificado que vejo surgindo de forma consistente na sociedade. Há, não tenho nenhuma dúvida, um desejo genuíno e consolidado de busca por valores mais profundos. A visão de mundo do que é bom, do que deixa uma vida feliz, mudou. Por fim, mudou.

Muitos de nós continua agindo no modelo antigo por inércia. Por incapacidade de saber como agir diferente. Alguns, vejo, parecem que acentuaram sua sombra, como se fosse uma resistência à mudança, que os domina e não conseguem controlar, superar. Muitos já estão se organizando para fazer a mudança que lhes permita viver de forma mais coerente com o que vem sentindo. Outros, simplesmente começaram a andar em direção ao novo. Sem tantos planos. O movimento humano é de andar.

Por causa de essa busca de valores mais nobres tenho lembrado de um entrevistado que tive em 2006. Um homem com uma história linda de vida, construiu sua fortuna no varejo começando aos 11 anos de idade e hoje conta com um grupo forte no nordeste. Histórias que este Brasil que empreende é capaz de produzir. Ele me disse, na época, nunca tinha visto tanto furto pequeno nas suas lojas. Antes, me dizia, que as pessoas tinha vergonha de roubar, mas hoje não. "Quando o líder de alguma forma menospreza o roubo, o furto, a contravenção; a vergonha se perde". Pode parecer loucura mas é graças a essa perda de vergonha que estamos vivendo - e todos os efeitos que dela recorre - que por fim decidimos que não queremos mais o modelo antigo e estamos nos focando em valorizar valores mais nobres.

A sujeira está batendo no nosso quintal. Não está mais exclusivamente na cidade, na sociedade, no país; no nosso imaginário mas que aparentemente, não toca a nossa vida. Era confortável pensar desintegradamente e assim, por consequência, não assumir responsabilidades. Mas quando a barbárie começa a nos ameaçar, algo há de se fazer. A história mostra que sempre reagimos. O novo é que, uma boa parcela da classe média (alta e baixa), especialmente, está optando por reagir como guerreiro pacificado. Especifico essa classe econômica porque é ela que gera as mudanças.

Boa semana a todos!   



sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mamães, está liberado errar. Vocês são humanas!

Como domingo celebramos o dias das mães estava pronta para escrever sobre elas, pois tem tudo a ver com o tema da nossa semana. Mães, na minha opinião (e me incluo), não gostam de ambiguidades e estão sempre em uma busca insana por fazer o certo. Para elas só existe dois caminhos: acertar ou errar. 

Não tinha exatamente uma história para contar e, por isso mesmo, seria mais genérica no texto/tema. Mas o universo conspirou e me trouxe um exemplo que acabei de viver com meu filho. 

Usando como desculpa o Dia das Mães, comprei passagens com milhas para nós dois irmos até Curitiba visitar a minha mãe. Sabia que hoje, dia da viagem, seria um dia com horários bem apertados, pois mal ele chegaria da escola e nós já teríamos que estar no aeroporto. Como mãe zelosa que sou, já tinha tudo programado para não deixar meu filho sem almoço e sem o banho que, como todo adolescente, ele ia queria tomar antes de sair. Fiz o check-in em casa ontem à noite, pois assim ganharíamos uma folga de meia hora no horário programado para chegar ao aeroporto. Porém em meio a uma série de trabalhos que tinha que fazer ontem e com um problema na minha impressora, apanhei bastante, não para fazer o check-in que foi feito com sucesso, mas para imprimir o cartão de embarque. No fim das contas, só hoje, já dentro do taxi, percebi que imprimi duas vezes o meu cartão e não imprimi o dele. Tentei resolver pelo celular, mas lá dizia que o check-in já havia encerrado. Não quis acreditar nesta informação e entrei no "modo mãe à beira de ter cometido um erro". Saí loucamente do carro, fui voando de uma lado para o outro determinada a embarcar de qualquer jeito. Para piorar, andava pelo saguão berrando com meu filho, dizendo que é por isso que temos que chegar com folga no aeroporto. Estava com raiva de mim, mas atacando ele que era a única pessoa ao meu lado naquele momento. Coisas de ser humano, afinal, mas para uma mãe só ia deixando a situação ainda mais dramática. Ele calmo, como sempre, tentava ajudar dizendo incansavelmente o número do localizador para todos os atendentes que pediam, enquanto eu errava tudo e tremia.

Para encurtar a história: não embarcamos e vamos viajar amanhã às 6:45 da manhã. Com tudo isso ainda fervilhando dentro de mim, entrei no taxi de volta para casa, enumerando todas as coisas erradas que fiz: não imprimi o check-in do menino, ele perdeu o aniversário do amigo que seria hoje à tarde aqui em São Paulo, perdeu a festa de uma amiga em Curitiba hoje à noite, vai ter que acordar às 5 da manhã em pleno sábado para ir ao aeroporto. Pedi desculpas a ele, que fez o que eu teria feito: me deu uma bronca por ter sido desligada em não checar os cartões de embarque, mas não parecia que o mundo havia caído para ele, como parecia para mim. 

Foi aí que lembrei do tema da semana. Sim, eu fui desligada, como não costumo ser, e simplesmente não vi se estava tudo certo no papel que imprimi. Isso teve uma consequência, mas daí a ser uma mãe horrível e ter cometido um erro revoltante, só dentro de mim mesmo. Isso tudo porque, na minha cabeça binária de mãe, eu havia feito tudo errado quando eu poderia ter feito tudo certo. Vim me perguntando sobre certo e errado e, no fim das contas, ainda vamos viajar, conforme o planejado, e com uma notícia boa que ainda nem havia me tocado: a mudança de horário, saiu 2 mil milhas mais barato. Isso significa mais pontos para uma futura viagem qualquer dia desses. 

Ainda chateada, mas já bem mais conformada, cheguei em casa e apaguei. Dormi por horas, coisa que jamais faço à tarde, porque, afinal, não é um bom exemplo para se dar a um filho de 17 anos (isso é a minha crença falando!). Mas foi totalmente incontrolável. Não tive opção. Quando acordei, meu primeiro pensamento foi: "é sobre isso que vamos falar hoje no blog, não é? Entendi".

Para as mães, compartilho, um vídeo que meu filho me mandou ontem por "whatsapp". Feliz dia das mães. Se possível, se dê de presente um pouco de amorosidade e permita-se ser mais flexível quanto aos conceitos de certo e errado quando se trata de dar exemplos aos seus filhos. Eles entendem o que é caráter e conseguem diferenciar errinhos bobos do dia a dia, de problemas sérios de valores e princípios. E isso, desde muito pequenos. Posso garantir.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Tudo "combinandinho"

Sabe a Margarida, namorada do Pato Donald? Você já reparou que ela sempre combina a cor do sapato,com a bolsa, o vestido e o laço do cabelo? Pois teve uma época da minha vida que eu concluí que eu tinha uma "Margarida dentro de mim", pois sempre tinha que estar tudo combinado nas minhas roupas. Primeiro achei que se tratava de um "toc" leve, mas logo percebi que era reflexo do ser binário que sou. Já fui muito mais, é verdade. Hoje, por exemplo, já saio numa boa com um sapato preto e uma bolsa vermelha, por exemplo. É lógico que estou dando este exemplo, apenas para ficar mais claro sobre o quanto podemos ser rígidos e inflexíveis por conta dos padrões binários que aprendemos a ter ao longo dos anos: certo e errado; preto e branco, bem e mal e por aí vai. O interessante é que quando me toquei desta minha tendência de combinar as cores das roupas e acessórios, também percebi que poderia descombinar muita coisa dentro de mim. 

Pode não ser tão simples quanto usar peças coloridas, mas o que eu quero dizer é que se trata apenas de uma questão de consciência e treinamento. Enquanto escrevia fiquei pensando se isso fazia sentido apenas para mim ou se era mesmo comum a todos nós. Lembrei então de duas amigas. A primeira tem mania de combinar os vasos da casa. Isso mesmo. Ou é tudo azul, ou tudo verde, ou tudo transparente. Tem épocas em que até as flores combinam com a cor do vaso. Perguntei se ela conseguia sair com o sapato e a bolsa de cores diferentes e ela respondeu: "de jeito nenhum". Fui além querendo saber por que não e ela não sabia exatamente o que dizer, deixando escapar um: ah...precisa ser tudo certinho, né? 

A outra amiga só veste preto. Todos os dias da semana, em qualquer ocasião. Com um certo receio, resolvi perguntar o motivo de usar só preto e a resposta foi rápida: assim não erro. E eu disse: então você acerta fazendo isso? Ela riu, mas a pergunta era séria! 

Tenho sido provocada pela vida a deixar meus pensamentos binários de lado. Tudo que parecia certo na minha rotina se apagou sem que eu tivesse me preparado para isso. O levantar, fazer ioga, tomar banho, café, me arrumar, pegar o carro, ir trabalhar e por aí vai deixou de existir de um dia para o outro e, afinal, isso aconteceu durante uma vida toda. Mudei de cidade, mudei de casa, mas não mudei este rotina por muitos anos. Isso significa fazer mais do mesmo durante mais de 20 anos! E isso é apenas um exemplo! Poderia dar outros: como assim eu posso ganhar dinheiro sem trabalhar 10 horas por dia, dar todo o meu suor e me sacrificar? Como assim pode ser fácil e eu posso trabalhar 3 horas, numa confeitaria gostosa, em vez de estar num escritório, praticamente amarrada? 

A resposta, para mim é: flexibilidade. Do corpo, da alma e de si mesmo. Só assim, vamos nos acostumando com o colorido, com os milhares de outros jeitos e caminhos de ser fazer algo. Isso é o mundo que se apresenta à nossa frente e pode ser bem divertido. Que tal começar colorindo a sua roupa e deixando a síndrome de margarida para trás?


Imagem fotografada do Manual da Televisão de 1982 (Editora Abril/Walt Disney)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Reconstruindo a vida com a desestruturação

Temos falado bastante sobre o movimento humano desestruturação – que significa sair da fôrma – por ser o mais visível e fácil de ser assimilado. Seus efeitos são contundentes e estruturais, por mais contraditório que possa parecer.

Lendo o post da Isa e sua dificuldade em fazer shavasana num período de desestruturação lembrei do livro do Zygmun Bauman, Modernidade e Ambivalência, que trata exatamente do fim da ordem e do início (?) de um período que a ambivalência será a forma de lidar com o mundo. Compreendi com o grande mestre Bauman que criamos a ordem, e ela, trabalha com dois polos, aos quais colocamos valor, sendo que um é o certo e o outro é errado. Assim é para tudo. Homem – mulher, criança – adulto, negro – branco. Nessa dicotomia estabelecemos uma ordem para viver, organizando nossos dias e horários de acordo a aquilo que é o certo.

Quando desestruturamos, qual é o certo? qual é o norte se a bússola está girando loucamente? Assim, trabalhamos sábado e domingo, e descansamos terças-feiras. Tiramos férias em setembro e ficamos no natal. Dormimos até as 11 da manhã e trabalhamos durante a madrugada. Qual é o certo? qual o errado?
Sentar para tomar uma xícara de chá, demoradamente, em
plena segunda à tarde e jogar conversa fora, pode? E por que não?
Temos tanta necessidade de estaremos certos que buscamos nas teorias e na ciência um apoio para eliminar a ambivalência. Algumas leis morais, eu acredito e apoio, devem reger a sociedade: amar o próximo, respeitar o outro e a si mesmo, por exemplo. Mas compreendo também que há pouca discussão sobre esse ponto. O que incomoda é o pequeno, o dia-a-dia, a rotina que não é mais comunitária mas particular. A opção das pessoas pelo o que é certo, para elas e não para o estabelecido.

Usar a bússola da sociedade apontando onde está o norte para me guiar, está cada vez mais difícil e falso. Eu vivo na ambivalência há um bom tempo e posso lhes dizer: é um prazer e meus grandes guias são meu Sentir e exercitar o amor.

É sobre isto que iremos falar nesta semana: a ambivalência e a não ordem e seus incômodos e benefícios. Tenham todos uma ótima semana com muita não ordem!


sábado, 3 de maio de 2014

Uma reflexão num sábado ao amanhecer

Apesar do tema da semana sugerir uma pausa para reflexão e de ter sugerido isso a todos os meus amigos, a última coisa que eu fiz neste feriado foi parar (e muito menos refletir). Isso me fez perceber o óbvio: minha vida virou de cabeça para baixo do fim do ano passado para cá. Tudo bem que o ano do cavalo não iria deixar pedra sobre pedra, mas vamos combinar que o que aconteceu comigo não foi uma desconstrução. Foi um verdadeiro terremoto. 

Interessante perceber isso justo num sábado de manhã, pois até o ano passado os fins de semana eram sagrados para mim. Era o tempo que eu tinha justamente para dar a pausa necessária. Era quando eu cuidava das minhas coisas pessoais, digamos assim. O resto do tempo, como a maioria, não tinha tempo para mais nada a não ser para o meu trabalho. 


Agora o sábado, domingo e o feriado ganharam outra dimensão e, os últimos dois feriados, pelo menos, foi de muito trabalho. Assim como muitas segundas ou terças-feira foram total day off. Isso me confundi um pouco ainda, mas ao contrário do que eu achava não me faz mal. Pelo contrário,me faz bem, pois me sinto produzindo coisas com amor e vontade. 

Ainda não colho os frutos financeiros desta reviravolta, aliás, muito pelo contrário, estou em contenção geral de despesas. Também não estou completamente tranquila, afinal, eu preciso, de alguma forma, voltar a ter um emprego (ou algo parecido que me remunere um pouco mais). Mas todos os pontos que poderiam ser considerados negativos por mim, simplesmente eu os aceito, experimento e compartilho. Sinto que tudo está certo e que é assim que tem que ser neste momento. Se entendo as lições que o universo está me trazendo? Algumas sim, outras não. Mas sei que entenderei, pois a maior de todas as lições eu já assimilei: CONFIANÇA. EU CONFIO.

Para quem começou o dia dizendo que não teve tempo para refletir, eu diria que essa foi uma baita reflexão. E vamos em frente, pois o dia está lotado e eu estou feliz. Ótimo final de semana para todos.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Shavasana, neste ano do cavalo.

Hoje é dia 30 de abril. Já se foram quatro meses desde que brindamos a entrada de 2014. Amanhã é feriado, boa oportunidade para pausar e assimilar. Como vai você? Como vão os seus planos de mudança de final/início de ano? O quanto você conseguiu caminhar em direção a suas promessas e objetivos?

Criamos uma agenda praticamente corporativa nas nossas vidas particulares que nos leva a realizar dezenas de atividades no automático. Vivemos quase sem perceber. Aliás, à falta de consciência, de percepção credito boa parte das nossas dores e males.

Por isso esta semana, aproveitando o feriado vamos aproveitar e dar uma pausa. E aqui não me refiro as pausas cheias de atividades que costumamos fazer nos feriados mas refiro-me ao momento que damos espaço ao silêncio e vazio dentro de nós. É nesse momento mágico que as boas reflexões acontecem. É o momento de assimilar os aprendizados e com isso trazê-los ao consciente tornando-se armas eficáces para nosso dia a dia.

No Yoga após todos os exercícios existe o shavasana, o momento de deitar sem nenhum movimento e relaxar.

Esse momento, os professores não cansam em dizer, é o momento mais importante da aula,  quando o corpo assimila todos os benefícios dos exercícios.

Neste ano do cavalo, que tal dar uma paradinha estratégica, fazer nosso shavasana para continuar?

Bom shavasana a todos.