sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Valores mudam. O poder também.

Há uns 15 anos eu estranhei quando uma cliente, gerente de marketing de uma grande empresa de telecom, pediu demissão e para ser professora de ioga. Pensei na coragem que se precisa ter para abrir mão do dinheiro e do status que o cargo dela representava. 

Hoje eu não me impressiono mais. Frequentemente recebo notícias de amigos ou conhecidos que largou um emprego fixo para se dedicar a algo alternativo,  abrir um negócio próprio ou mesmo cuidar dos filhos. Isso sem contar com aqueles que resolveram viajar o mundo, trabalhando remotamente, afinal, isso já é mais do que possível. É lógico que ainda é um comportamento minoritário, provocado por uma parcela específica da nossa sociedade, muito concentrado nos grandes centros e nas classes mais abastadas. 

Mas esta semana tive uma conversa muito interessante com a moça que trabalha na minha casa e que me mostra que este movimento vai demorar menos do que se imagina para acontecer.  Ela reclamava que está cansada de ficar no trânsito todos os dias e que tudo aquilo estava sufocando a vida dela. Me disse que se tivesse a oportunidade de ir embora para um lugar mais calmo,  iria. Como sei que seus pais vieram do campo questionei se ela estava querendo voltar as origens e trilhar o caminho deles. Ela me respondeu, seguramente, que não se tratava disso. Ela quer que a filha estude em uma boa escola, quer ter uma vida urbana, mas hoje já não importa mais para ela entulhar a casa com todo o tipo eletroeletrônicos e eletrodomésticos como fazia antigamente. Também não interessa mais comprar roupas para se diferencias das vizinhas e amigas nos bailes do fim de semana.  Quer uma vida mais simples, com qualidade de vida. Palavras dela. Disse a ela: "então vá atrás disso!”.  Ela riu deixando claro que ainda é um desejo, mas creio que mais dias ou menos dia isso irá acontecer. 

Me lembrei então do nosso debate desta semana no blog. O que é esse desejo dela se não o de ser feliz? E não se importar mais com a vizinhança é um sinal claro de como os valores vão mudando. Os ícones que a apoderavam a partir dos bens materiais já deixou de ser importante para ela e, no futuro, assim será para boa parte das pessoas.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Poder como verbo auxiliar

Entre as respostas que recebemos sobre o que é poder uma eu não havia entendido. Foi dada por uma leitora frequente do blog que disse: "poder é verbo, por isso ninguém o tem".  Estava tão focada na palavra como substantivo masculino que nem percebi que a mesma palavra define, também, um verbo. Só me dei conta disso no sábado quando lia uma entrevista da Monja Coen em uma revista e numa das suas respostas ela usa o poder como verbo.

Ontem ao ler pela primeira vez a proposta de reflexão da Nany para esta semana entendi a associação das coisas. Poder é escolher. Eu posso fazer, eu posso ajudar, eu posso ir ou eu não posso fazer, ajudar, ir. Eu escolho o caminho que vou fazer na vida. Eu escolho por onde eu vou. Eu escolho ser feliz. E a escolha pressupõe a opção. Você deixa algo ao escolher outra coisa. 

Recentemente passei por isso. Tinha duas opções e precisava me decidir por uma delas rapidamente, porem o assunto envolvia muita coisa para ser definido sem uma boa dose de entendimento. Primeiro usei o método racional, aquele me ensinaram a vida toda. Colocando pós e contras de cada um dos caminhos na balança, a minha cabeça, responsável pelo lado racional me disse: “você tem um empate técnico aqui, pergunte ao seu coração”. Perguntar ao coração não é tarefa fácil. Às vezes acho que sou surda porque não consigo escuta-lo com precisão. Então uma pessoa me disse: confia! Na condição de dúvida existencial em que me encontrava só me restou seguir este conselho. Confei, a situação se resolveu e eu fui em em frente. 


Então comecei a achar que tinha errado na escolha. Parecia que o caminho não era exatamente o que eu queria. Tempos atrás teria sido tomada pelo desespero, pela dor, pelo sofrimento. Mas hoje me sinto feliz. Pareço louca, mas eu explico: percebi que a situação era o próximo passo do meu ser consciente e desperto me dizendo que agora era hora de colocar em prática tudo aquilo para o qual venho me preparando por tanto tempo. Isso significa, em primeiro lugar, não me odiar pela escolha que fiz. Segundo era me acalmar e sentir o que me trouxe aqui. Por fim tenho que confiar que eu posso mudar o caminho a qualquer momento. Nada e nem ninguém pode me prender as escolhas que eu mesma fiz. Isso sim é poder. E um novo tipo de felicidade se abriu para mim.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

o novo poder: ser e viver a potencialidade individual de ser feliz

As respostas à pergunta o que é poder para você? nos confirmou duas linhas de raciocínio que estamos estudando desde que as captamos no Projeto Uno: o poder para e o poder sobre. O poder sobre é o poder como meio de diferenciação; como explicamos nas duas semanas anteriores, este poder se manifesta através da competição, comparação e até, subjugação. Valoriza a hierarquia e tudo aquilo que classifica. Neste tipo de poder o outro é relevante. 

O poder para é entendido como potencial individual. E é nosso tema desta semana porque além de ser um conceito novo, e portanto ainda encontrasse difuso, o que nos exige explicação e repetição; o outro poder, o poder sobre representa de certa maneira a antiga forma de poder, exaustivamente discutida nas últimas décadas, e, acreditamos bastante compreendido. Nosso interesse neste blog é trazer conhecimento e gerar reflexão sobre movimentos humanos recentes ou que ainda não estejam tão nítidos. 

Boa parte das respostas à pergunta que abre este post associa poder com liberdade e autonomia. Liberdade e autonomia para o quê? Para ser feliz, oras! Sim, estamos, como nunca, na busca consciente da tal felicidade. Da geração que está hoje em torno dos cinquenta anos até pré-adolescentes, a grande maioria, quer a felicidade como um direito adquirido. É a grande meta, o grande objetivo.

Os que estamos mais perto dos cinquenta, ainda temos recaídas sobre esse tópico. Fomos criados por uma geração para a qual a maturidade era sinônimo de responsabilidade, e ambos antítese da felicidade. Muito de nós fomos nos libertando dessa crença limitante com muito esforço mas a raiz dela está lá, na espreita, esperando a oportunidade em que baixarmos a guarda. Já os mais jovens, incentivados por nós, buscam a felicidade sem nenhum remorso ou sentimento de culpa. Existe algum outro motivo para viver, do que ser feliz? nos perguntam olhando nos olhos. 

Por isso posso dizer que para quem o poder é para e não sobre, poder pode ser associado tranquilamente à felicidade. Por que fizemos essa associação? Porque sendo a felicidade uma meta - utópica ou não - o grande sonho dourado da sociedade atual está associada a imagens que exigem liberdade e autonomia: ver o pôr do sol, caminhar na praia, viajar, ter mais tempo para..., ser independente, trabalhar no que se gosta, e por ai vai.

O conceito de poder esta mudando, isso nós não temos dúvida. O velho poder - o poder sobre - está cada vez mais abrindo espaço para o poder isonômico, como o definimos na behavior, que na pratica possibilita ser e viver a potencialidade individual de seus sonhos. Para os inovadores que já estão caminhando essa trilha nova, isso significa, poder ser feliz, sem se importar muito com o que o outro pense. 

Vamos refletir e discutir mais sobre isto nesta semana?

Boa semana a todos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Capacidade e transformação


Conforme a semana foi passando algumas respostas a nossa pergunta sobre o que é poder e quem o tem hoje em dia começaram a chegar. Principalmente através do perfil da Nany no Facebook. 

Adorei as respostas! Pois, para mim, ainda muito ligada ao mundo corporativo, muitas vezes, associo poder a algo duro, firme, arrogante, mandatório. O velho poder, eu acho. Mas o que ouvimos foi algo que considero bem mais positivo. Algumas palavras e conceitos apareceram muitas vezes e me chamaram a atenção. Entre eles, as palavras capacidade e transformar. Gosto de ir atrás do significado das palavras quando elas começam a se repetir. É sempre interessante ver a definição do dicionário e expandir o que você acha que entende a respeito daquilo que está sendo falado. 

A palavra capacidade, por exemplo, tem diversos significados, mas como substantivo ligado a uma pessoa, o que aparece mais é aptidão, competência, conhecimento, habilidade, jeito, predisposição. E pasmem….até poder é sinônimo de capacidade! Se trocarmos algumas respostas com a palavra capacidade por predisposição, por exemplo, ficariam assim: predisposição para transformar, predisposição para fazer escolhas assertivas, predisposição para o desapego. Não sei dizer por que, mas a sensação que tenho é que predisposição é uma boa palavra para definir que tem um novo tipo de poder. 

Já transformar tem um, entre tantos significados, que é lindo: “dar uma nova forma a alguma coisa”. Ter poder é dar uma nova forma a alguma coisa. Adoro este olhar! 

Sobre conceito apareceu que ter poder é ser feliz, não se deixar levar pelos outros, fazer o que se quer, não se levar por modismos para ser aceito, gerar algo positivo. Dois outros pontos interessantes: algumas respostas estavam associados a influência em redes sociais e gestos instantâneos com consequências profundas. 

Continuo assimilando tudo isso, mas algo dentro de mim diz que tudo agora vai mudar mais rápido do que em outros tempos. É bom ter predisposição para seguir e transformar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Poder é algo que se sente ou que se tem?


Confesso que até hoje de manhã eu ainda não tinha uma única história para ilustrar ou responder a pergunta que a Nany lançou aqui no blog esta semana. Nós não temos a maior audiência do mundo, mas sempre tem um ou outro que interage com o tema. Desta vez nada aconteceu. A pergunta o que é poder para você e quem você conhece que tem poder continuava sem resposta. 

Eu me alimento das histórias que ouço no meu dia a dia e, apesar disso, desta vez, também nada tinha para responder, muito menos para contar. Resolvi ir ao salão de beleza de uma amiga, onde sempre encontro pessoas que lêem o blog e normalmente acontece um bate-papo sobre o assunto que estamos abordando na semana. Quem sabe, com sorte, uma boa conversa de salão ajudaria. De fato não foi preciso dar mais do que um ou dois passos porta adentro que uma cliente me cumprimentou e me falou sobre o assunto poder. Ela me disse que não respondeu porque não entendeu. "Tem poder quem é poderoso”, brincou.

Não precisou de muito tempo já éramos 4 ou 5 mulheres falando sobre o tema. Mulherada reunida é bom porque qualquer assunto vira debate! Umas falavam que nós, mulheres, somos poderosas. Uma moça que entrou na conversa por tabela, mas que nunca leu o blog, disse que o chefe dela tinha muito poder. Até uma menina de 11 anos, que sempre encontro lá fazendo a unha e que é autora de dois blogs (sim, ela é blogueira com esta idade), me disse que os pais dela são poderosos. Perguntei o motivo e ela não soube responder ao certo. Ninguém soube. Falavam sobre liderança, dinheiro, posição, subjulgação até. Mas não sabiam se o motivo para o poder das pessoas citadas eram aqueles.


Entendi que o conceito do poder isonômico é tão novo quanto o poder que subjulga é velho. A sensação que tive é que ninguém sabe mais o significado e o verdadeiro valor da palavra poder. Pelo que tenho conversado com a Nany isso parece ser bom, mas pode ficar melhor.

Quando fiquei sozinha no lavatório me dei conta que ainda não tinha uma história para contar. Já com um certo desespero cheguei até a cogitar em escrever que tem poder quem tem tempo, pois eu estava totalmente atrasada para publicação de hoje e nada ainda me ocorria. 

Mas aí algo caiu em minhas mãos: a recepcionista trouxe para eu ler, em primeira mão, a revista Claudia de setembro que haviam acabado de entregar. Resolvi dar uma folheada meio sem interesse e acabei caindo nas três primerias colunistas da revista. O engraçado é que todas tratavam do mesmo assunto, em suas visões bem diferentes. Quem me deu a luz mesmo foi a Danuza Leão. A coluna dela falava sobre uma brincadeira entre ela e os amigos que serve para passar o tempo nos encontros de domingo: cada um deles tinha que falar dos melhores momentos que haviam passado na vida. Dito isso e aquilo, lá pelas tantas ela descreve sobre uma viagem que fez a Londres e que poderia ter sido horrível, pois ela havia esquecido o celular em Paris. Reproduzo abaixo o trecho que me inspirou:

“Relaxei e me dei conta de que ninguém no mundo inteiro sabia onde eu estava. Nem em que país, nem em que cidade, nem em que hotel. Eu estava fora do alcance de tudo e todos, absolutamente incomunicável. Nada poderia me atingir, eu pensei e, em seguida me senti livre, livre como nunca havia me sentido - e olha que não sou nada presa às chamadas convenções. Foi tamanha a felicidade que experimentei - não, a palavra felicidade não é suficiente. Foi como uma comunicação profunda comigo mesma, uma liberdade plena e total de existir, sem depender de nada nem de ninguém, uma sensação de poder completo, no mais alto dos níveis." 


Compreendi então que esta era a história: ainda reagimos tanto aos padrões que temos que estar bem distante deles para, de certa forma, sentir este novo tipo de poder. Aos poucos, eu acredito, todos nós vamos compreendendo e entrando em contato com um novo mundo e assim, vai tudo se modificando. Não importa o tempo que se leve para novamente entendermos o que é poder e quem tem poder. O que importa é estar atento para as novas possibilidades que isso nos traz. 


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Responde agora: o que é poder para você? e quem que você conhece tem poder?

Tenho acompanhado a discussões sobre política desde que Eduardo Campos morreu. Antes da morte dele sentia que as pessoas - eu inclusive - estavam impregnadas de uma certa apatia, um sentimento de descrédito em relação ao futuro do Brasil. Ai surge Marina Silva e muda tudo. Independente de se as pessoas gostam ou não dela, se votam ou não nela, a sua entrada na corrida presidencial mudou o ânimo das pessoas em relação à política. Muitos voltaram a ler, ouvir e discutir sobre política. Considero isso maravilhoso. Aprendi há muitos anos que a política rege as nossas vidas independente de gostarmos dela ou não, e dizer que não se interessa por política, para mim, é tão sem sentido como dizer que não se importa pela qualidade do ar em que vive. Tudo bem, pode nem pensar no ar mas cada segundo ele está presente no seu corpo assim como a política na sua vida. Por tudo isso, o Brasil sair da apatia e voltar a discutir com interesse, política, considero um belo andar para frente.

Abri o tema do blog desta semana com a política e a mudança que uma pessoa pode ocasionar no cenário político e emocional das pessoas para exemplificar o movimento humano que lançamos há duas semanas: o Poder Isonômico. É um movimento que captamos nos estudos da behavior mas que ainda está bastante difuso de reside ai a dificuldade em ser compreendido e percebido na sua plenitude; embora, consideremos que se encontra por trás de todos os outros movimentos e tendências que temos falado até agora. Cada vez mais estou convencida que a mudança do que significa poder na nossa vida cotidiana esta gerando toda a transformação social que estamos vivendo.  

A Isa e eu temos discutido bastante sobre a dificuldade de tratar desse tema justamente pelo difuso que ainda se encontra. Sabemos que para entender o que significa esse movimento primeiro deve-se compreender qual é o sentido de poder que se tem hoje e perceber como esse sentido pode estar se modificando ano após ano, mesmo sem perceber. Foi pensando nisso que decidi te convidar a nos contar:

1) o que significa poder para você?

2) quem, que você conheça, tem poder hoje?  

Você pode escrever tuas respostas aqui no blog ou na nossa página dos Movimentos Humanos no Facebook 


Conte para nós e compartilhe tua opinião. Queremos te ouvir.

boa semana!




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

É possível respeitar sem aceitar?

Uma vez estava participando de uma conversa na piscina do meu prédio, mais como ouvinte do que como participante, na verdade. Uma vizinha contava a história da filha da amiga do parente e dizia que a menina havia largado toda a vida boa de princesa na casa dos pais aqui em São Paulo para ir morar com um funkeiro carioca. “Foi morar no morro" , ela dizia abismada. 

Os outros participantes expressavam sua opinião, alguns mais a favor da liberdade de escolha da menina e outros radicalmente contra. De tudo que ouvi, duas frases não sairam da minha memória. A primeira dita pela própria narradora da história: “Se fosse minha filha eu respeitaria a decisão dela, pois amor de mãe é incondicional, mas dentro do meu coração eu não aceitaria jamais”.  A outra frase, vinda de outra vizinha que tem duas filhas, era “Eu dou todo o apoio, desde que não seja com as minhas filhas”. 

Na época, pelo que me lembro, eu as julguei, pois achei que elas estavam usando a habitual lei do "dois pesos e duas medidas”. Pensando bem agora e avaliando nosso tema a respeito da isonomia fico na dúvida de quantos de nós, pobres mortais, não fazemos em assuntos especifícios o mesmo que elas fizeram aquele dia. Ou pior: quantas vezes não dizemos que aceitamos os outros e, principalmente suas diferenças, e saímos por aí orgulhosos por sermos pessoas evoluídas, maduras, capazes de tolerar qualquer tipo de diferença. Como disse Jesus Cristo, na minha opinião, o primeiro e mais forte propagador da verdadeira tolerância e aceitação: "que atire a primeira pedra quem nunca errou". 

Escrever sobre os mais diversos Movimentos Humanos apontados nas pesquisas da Behavior me faz aprender muito sobre mim mesma, meus relacionamentos, minhas forma de agir. A cada passo que dou para desenvolver os textos, mais e mais portas vão se abrindo e tudo fica mais claro - sem dúvida - mas também mais exposto. É surpreendente, por exemplo, me ver diante desta verdade: quantas vezes não levantei bandeiras de pessoas e pensamentos diferentes, mas que no fundo não passavam de um discurso semelhante ao das minhas vizinhas e colegas de piscina? Respeito, mas não aceito foi praticado por mim centenas de vezes. Milhares de vezes!  E continuará sendo, afinal, a consciência do fato é sempre e apenas o primeiro passo. 

Aceitar o outro exatamente como ele é, amá-lo e respeitá-lo  de forma verdadeira e não apenas como exercício de gradiosidade egóica é tão poderoso quanto difícil. Mas é maravilhosa a descoberta e por isso resolvi compartilhar com vocês, acreditando que o exemplo sempre mexe com as pessoas que estão abertas a caminhar também. Deixo aqui duas reflexões filosóficas que li durante o momento em que estudava para fazer este texto e que me ajudaram a ir mais a fundo no tema e em mim mesma. Que este final de semana seja feito para colocar em prática todos os aprendizados.

(…)não bastaria evitar a humilhação dos outros. É preciso também respeitá-los – e respeitá-los precisamente na sua alteridade, nas suas preferências, no seu direito de ter preferências. É preciso honrar a alteridade do outro, a estranheza no estranho, lembrando (...) que o único é universal, que ser diferente é que nos faz semelhantes uns aos outros e que eu só posso respeitar a minha própria diferença respeitando a diferença do outro. (Zygmunt Bauman)

Se os homens não fossem iguais, não poderiam entender-se. Por outro lado, se não fossem dife- rentes, não precisariam nem da palavra, nem da ação para se fazerem entender. Ruídos seriam suficientes para a comunicação de necessidades idênticas e imediatas. (Hannah Arendt)