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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Peça ajuda sempre que precisar!


Ontem aconteceu algo curioso que me fez refletir sobre outro hábito que dificulta nossa vida: não pedir ajuda. Por coincidência estive com um casal ontem e eles reclamavam disso. 

Primeiro a mulher, minha amiga, veio me contar que estava passando por uma série de dificuldades, inclusive financeiras. Comecei a achar estranho , afinal, ela é casada e sei que poderia contar com o marido para alguns dos seus dilemas. Questionei isso e ela me disse: "Não consigo pedir nada para ele. Muito menos dinheiro". Espantada, pergunto por que isso. "Me sentiria fracassada", foi a resposta dela.

Quando o marido chegou começamos a falar de outras coisas, mas assim que teve a oportunidade de falar comigo em particular o marido disse: "Você precisa convencer sua amiga a deixar que eu a ajude. Ela não me pede, nada mas sei que ela precisa"

Foi então que me toquei: existia um problema de comunicação ali. Minha amiga queria ajuda sim e meu amigo queria ajudar. Então, abrindo mão da minha convicção de que não se mete em assuntos de casal, eu esperei o momento certo e simplesmente disse: "Vocês precisam, humildemente, conversar"

Eles me olharam, a princípio constrangidos, e depois sorrindo. Respirei fundo e me abri com eles. Pedir ajuda é muito difícil para todos aqueles que são batalhadores e que acreditam que só são merecedores quando se luta. Por isso a humildade é tão importante. 

A vida me fez entender isso na marra. Hoje, tenho precisado da ajuda e do apoio de muitas pessoas. Se tivesse feito isso antes, talvez minha vida estivesse mais fácil. Expliquei isso aos meus amigos e disse: "Vocês são um casal, se não forem se ajudar mutuamente quem mais irá?" 

Ficamos ali os três em comunhão por algum tempo. Depois brindamos e celebramos. A vida é bonita demais para desperdiçarmos com orgulho e crenças que limitam nosso crescimento. Abra seu coração sempre, peça ajuda. Especialmente para aqueles que você sabe que te amam.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Às vezes desanima, mas e daí?


Ando meio desanimada. Demorei uns 15 minutos só para escrever esta frase inicial porque tenho uma crença dentro de mim que diz: sempre pensar positivo, sempre se sentir feliz, sempre demonstrar esta de bem com a vida. Então escrever isso soa, para mim, como confessar em público algo que as pessoas não deveriam saber a meu respeito. 

Pois é…eu também me desanimo, também tenho vontade de desistir, de simplesmente parar de caminhar. Mas quem não tem? Resolvi fazer disso o tema da semana: que mania é essa que temos de demonstrar ao mundo que somos super mulheres? Me veio a cabeça que isso tem tudo a ver com um outro tema que eu estava pensando em abordar: auto importância. 

A sensação que eu tenho é que o ser humano está sempre dando um jeito de mostrar ao mundo sua importância: "olha quantas batalhas eu travo todos os dias, quantos leões eu tenho que matar e faço tudo isso em cima do salto, com cara de feliz, como se a minha vida fosse só um mar de rosas". E não basta sentir isso. É preciso contar para todo mundo! É como se a gente precisasse receber uns elogios e umas palavras de força pelo quanto fazemos e, então, tudo está bem. 

Elogio é uma coisa louca para mim. Outro dia me dei conta: estou sempre me criticando, me chamando a atenção, nunca pego leve comigo mesma. Muito menos me faço um elogio. Mas estou sempre em busca do elogio dos outros.

Na verdade, o verbo está errado. Eu sempre ESTAVA atrás do elogio do outro. Ando mudada. Muita coisa já não faz mais sentido. Me sentir importante porque tenho que fazer muitas coisas para vencer e me alimentar desta sensação é algo que já não satisfaz a minha alma. Mesmo assim, me sinto desanimada. A diferença é que esta fez não tenho vergonha de contar isso aqui. Sei que vai passar. É só mais um passo na caminhada.