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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A boa vontade nos salvará!

A capa da última Revista Época é dedicada a um tema  semelhante ao que escolhemos para dialogar esta semana aqui no blog: Homens & Mulheres - O desafio desta relação. Li a matéria animada em busca de referências, mas ao terminar o texto, a única coisa que vinha a minha cabeça era: Mas será que isso é novidade para alguém? E era preciso uma pesquisa e um livro sobre o assunto? Veja: não estou desprezando nem a matéria, nem o livro, muito menos a pesquisa, mas não posso negar que esperava algo novo. Foi aí que entendi: a questão não é ter uma novidade, e sim, como se lida com o fato.

Mas vamos começar do começo: a pesquisa a que me refiro (e que referenda a matéria da Época) foi desenvolvida por John Gray (autor do famoso best-seller de autoajuda Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus). Foi realizada com 100 mil funcionários de grandes empresas. Sim, o número está correto: 100 mil funcionários! Além disso, Gray contou com a parceria de Barbara Annis, consultora famosa por resolver conflitos entre homens e mulheres em governos e grandes empresas (segundo a Revista Época). E mais: a dupla passou 25 anos estudando o assunto, enquanto viajavam pelo mundo fazendo oficinas, palestras e workshops. Vieram ao Brasil algumas vezes e estiveram também na Índia, Japão, Estados Unidos e Europa.  No fim das contas lançaram um livro que, no Brasil, ganhou o título Trabalhando Juntos. Portanto, depois de tanto estudo, e de confirmar seus aprendizados tantas vezes no campo, eu não posso, simplesmente achar, que tudo que eles se dispõem a ensinar não tem valor. 

Mas convenhamos, a conclusão que os dois pesquisadores trazem no livro, em resumo, é que os motivos para tantos desentendimentos está baseado em alguns pontos cegos - uma alusão aos retrovisores dos carros que nem sempre mostram aos motoristas tudo o que precisam ver, ou seja, a mente masculina na maioria das vezes não repara em ações que incomodam profundamente as mulheres e vice-versa. Muito bem. Gostei disso. Mas veja quais são os 8 "pontos cegos" mais comuns, resumidos em uma frase:

ELAS falam demais
ELES não ouvem as mulheres
ELAS querem mudar os homens
ELAS se sentem excluídas
ELES têm medo de falar com elas
ELES não valorizam as mulheres
ELAS são muito emotivas
ELES são insensíveis

Sério? Me fala uma coisa: tem algo nestas afirmações que você, seja homem, seja mulher, já não sabia? E sabe qual é, também de forma bem sucinta, o conselho para exterminar cada um dos conflitos? DIÁLOGO!  

Ok! Estou sendo irônica! Mas é muito maluco ver como é difícil para nós, humanos, entendermos algo tão simples. Mais do que isso: é desafiador tomar uma atitude sensata, baseada no bom senso e amor ao próximo, quando se trata das diferenças entre os gêneros. Seja no ambiente profissional ou não.

Mas tem uma frase do John Gray na matéria que eu gostei muito e que pode servir como ponto focal para todos nós “homens e mulheres sempre serão diferentes. O nosso objetivo não é tentarmos ser iguais, mas entender as diferenças, respeitá-las e, juntos, criar algo melhor”. Lindo não? Eu acredito nisso. 

Já a Barbara Annis disse: “Não saber como, e por que, homens e mulheres pensam e agem faz com que os pontos cegos venham à tona”. Cá entre nós...não é possível que seja tão difícil enxergar as diferenças, não é? Será que estou sendo otimista demais? Pode ser. Mas, para mim, parece que o que falta mesmo, na prática, muitas vezes é só boa-vontade! De ambas as partes.

É o que os autores do livro, mais simpáticos do que eu, chamaram de “inteligência do gênero: conhecer as diferenças entre a mente masculina e feminina e LEMBRAR essas diferenças na hora de interagir com o sexo oposto”.  Resumindo: boa-vontade!


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Uma das maiores prisões das mulheres: acreditarem que sabem mais que os homens

As mulheres andam cansadas. Elas falam isso para nós o tempo inteiro. Após estes anos todos ouvindo e estudando mulheres e homens uma coisa é bastante clara para mim: as mulheres estão na sua grande maioria, tomadas por uma crença aprisionante, mulheres sabem mais que os homens. E isso as coloca - se colocam - na posição cansativa de terem que conduzir a vida do casal e da família.

Entendemos que isso deve-se à própria necessidade de autoafirmação oriunda de anos ouvindo mensagens dizendo que elas não eram tão boas quanto os homens. Por mais que ela tenha conseguido comprovar que pode tanto quanto o homem, que é capaz; ela ainda precisa, talvez mais para ela do que para os outros, dizer não só que é capaz mas é melhor.

Ser melhor é uma posição cansativa especialmente se o parâmetro é o outro. Essa necessidade de ser melhor que o outro está conectada com a necessidade de comparação e promove a competição. Aprendi que competição quando é um estado permanente da pessoa - todos nós conhecemos pessoas que vivem competindo sobre tudo e com todos - demostra um estado imaturo de personalidade. 

A personalidade madura precisa menos do outro para ser. O desejo de ser melhor e de superação nestas pessoas têm mais a ver com melhoria sobre si mesmo, superando seus próprios limites. O desejo de ser melhor que o outro leva a querer seguir os passos do outro para poder competir. No final, vive-se menos a própria vida.

As mulheres ao viverem a crença de que sabem mais que os homens, agem como se o homem não soubesse. Se colocam no papel de líderes do lar, da família. Se o seu companheiro não pensa ou quer algo que ela queira, então ela insiste em convencê-lo pela razão ou pelo cansaço. Ah! que cansaço. Para ambos.

Quando nos colocamos como as sabe-tudo, nos tornamos responsáveis por tudo. E isso cansa. Seria tão bom se nós mulheres, aceitássemos que o mundo gira sem necessariamente nossa vontade e que a nossa verdade e a forma como fazemos pode não ser a melhor. Se assumir isto é muito para você mulher neste momento, então começa a pensar que mesmo não sendo a melhor, a maneira como o outro faz permite você dividir responsabilidades, faz o outro crescer - você não sonha com um homem sábio, forte, que te proteja? Esse homem mítico que permeia o imaginário das mulheres, para existir precisa deixar de ser meio homem, meio filho e se tornar um homem por inteiro. Vamos ajudar?

Devo ressaltar que esta crença não é só feminina. Para uma crença se manter ela precisa ser alimentada pelos dois. Portanto, os homens que têm mulheres que agem em função dessa crença devem querer não ter que assumir a responsabilidade do homem adulto e se acomodam no papel de meio homem, meio filho.

Nem todos sabem sobre tudo. A troca é fundamental para acertar mais. Se o casal pensar como par, serão a soma de duas mentes e corações num objetivo comum. O sucesso será a soma de ambos. E distribuindo o peso, o cansaço diminui em ambos.

Boa semana para todos!