terça-feira, 1 de julho de 2014

Às vezes desanima, mas e daí?


Ando meio desanimada. Demorei uns 15 minutos só para escrever esta frase inicial porque tenho uma crença dentro de mim que diz: sempre pensar positivo, sempre se sentir feliz, sempre demonstrar esta de bem com a vida. Então escrever isso soa, para mim, como confessar em público algo que as pessoas não deveriam saber a meu respeito. 

Pois é…eu também me desanimo, também tenho vontade de desistir, de simplesmente parar de caminhar. Mas quem não tem? Resolvi fazer disso o tema da semana: que mania é essa que temos de demonstrar ao mundo que somos super mulheres? Me veio a cabeça que isso tem tudo a ver com um outro tema que eu estava pensando em abordar: auto importância. 

A sensação que eu tenho é que o ser humano está sempre dando um jeito de mostrar ao mundo sua importância: "olha quantas batalhas eu travo todos os dias, quantos leões eu tenho que matar e faço tudo isso em cima do salto, com cara de feliz, como se a minha vida fosse só um mar de rosas". E não basta sentir isso. É preciso contar para todo mundo! É como se a gente precisasse receber uns elogios e umas palavras de força pelo quanto fazemos e, então, tudo está bem. 

Elogio é uma coisa louca para mim. Outro dia me dei conta: estou sempre me criticando, me chamando a atenção, nunca pego leve comigo mesma. Muito menos me faço um elogio. Mas estou sempre em busca do elogio dos outros.

Na verdade, o verbo está errado. Eu sempre ESTAVA atrás do elogio do outro. Ando mudada. Muita coisa já não faz mais sentido. Me sentir importante porque tenho que fazer muitas coisas para vencer e me alimentar desta sensação é algo que já não satisfaz a minha alma. Mesmo assim, me sinto desanimada. A diferença é que esta fez não tenho vergonha de contar isso aqui. Sei que vai passar. É só mais um passo na caminhada.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ser exatamente quem somos é a chave que abre esta porta



Acordei hoje com uma "pulga atrás da orelha": apesar da mulher atual ser tudo que ela é hoje (fortona, destemida, batalhadora e todas as características citadas no tema da nossa semana) ainda assim, a maioria de nós, não aprendeu a ter auto-estima. E sem ela....não há solução. 

Não importa se você estudou muito, se rodou o mundo, se é presidente de multinacional, se tem tudo que sempre sonhou. Se o seu coração não está em paz com quem você verdadeiramente é, nada vai funcionar. Auto-estima é coisa delicada. É difícil reconhecer, debaixo de tantas vestimentas e máscara, quem realmente se ama e se reconhece de fato. Sei que os homens também sofrem da mesma coisa - não é um mal feminino, mas a sensação que tenho é que com a mulher este assunto ainda é mais intenso e presente.

Auto-estima, não tenho dúvida, é coisa que começa se estabelecer em casa, na criação. Não é apenas o elogio que leva a auto-estima, mas a honestidade de ser destacar as boas qualidades e não valorizar potencialmente os defeitos.

Aliás…o que é defeito? Fico pensando nisso sempre que vou fazer entrevistas de emprego e me pedem para citar as minhas qualidades e os meus defeitos. Sempre acabo confusa porque, no fundo, acho meus defeitos qualidades e minhas qualidades, muitas vezes, soam como defeitos. Portanto temos que aceitar as pessoas como elas são. 

Se falamos sobre a incrível geração de mulheres que foram criadas para ser tudo que os homens não querem, faço um apelo àqueles que criam seus filhos: os aceitem. Mais importante do que criar mulheres para enfrentar um mundo novo e homens para serem vencedores, nós precisamos muito de seres humanos com a auto-estima equilibrada e, acreditem, os pais são fundamentais para que isso ocorra. 

Fecho a semana inteiramente convencida que mais importante do que ser uma mulher moderna ou um homem contemporâneo, precisamos ser nós mesmos.

Deixo para vocês um vídeo que assisti hoje e que fala deste assunto. Muito interessante. Está em inglês, mas é fácil de entender. A diretora do vídeo pede para as pessoas fazerem coisas como "uma garota". Olha a diferença na reação entre as mulheres adultas e as meninas. Esta atitude das jovens meninas é que não pode sumir ao longo do tempo! É disso que estamos falando!




Um final de semana de muita luz para todos nós.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A prática torna tudo mais fácil. Até mesmo o equilíbrio na relação a dois!

Ontem foi um dia exaustivo para mim - tanto emocional quanto fisicamente. Acordei muito cedo, me preparei para uma entrevista importante e, no meio disso tudo, recebi duas notícias que me abalaram. Além disso eu sabia que teria uma agenda cheia no período até à noite.

Não estava fácil e no meio do dia eu já estava tão cansada que fui tomada por um mau humor sem tamanho. Quem me conhece sabe que dificilmente eu fico mal humorada. Mas sei bem que quando a gente está assim, costuma descontar na pessoa que está mais próxima e tentando te ajudar. Quem estava comigo era o meu companheiro de 8 anos. Ele me acompanhou na entrevista apenas para me dar apoio moral e ficou mais de uma hora passeando pelo shopping a minha espera. Isso porque ele tinha feito um treinamento de trabalho na noite anterior e praticamente não havia dormido. Mesmo assim soltei os cachorros nele. 

À noite, depois de toda agenda cumprida, estava sozinha em casa, e muito chateada por ter brigado com ele. Comecei a refletir: sem dúvida eu não tinha motivos para brigar com ele, mas por outro lado, se ele me conhece bem (e conhece) sabe que eu não sou assim. Então também não devo brigar tanto comigo mesma. Foi só um dia difícil. Respirei fundo e liguei para ele. Sem dramas, nem desculpas pedi. Apenas conversei e ele, vendo que eu estava mais calma, falou comigo calmamente, colocou o ponto de vista dele e nos entendemos. 

Não foi sempre assim. Em outros tempos, nem tão distantes assim, um dia como o de hoje teria gerado um estresse e uma briga que duraria pelo menos uns 4 dias. Ele estaria com cara emburrada, eu me penitenciando por ter sido um “monstro”. Mas a maturidade chegou e isso fez muito bem para a nossa relação. Agora a gente não quer mais ter a razão. Eu não quero mais que ele entenda o quanto a minha vida é dura e como é difícil cumprir todos os meus papéis: de mãe, dona de casa, profissional, amiga e blá blá blá. E ele não que me convencer que o problema é a minha arrogância de mulher moderna. Nos aceitamos e, principalmente, nos amamos, verdadeiramente. Ouvimos o que temos a falar e nos acolhemos. Amanhã pode ser ele que esteja de mau humor e assim, compreendemos que todos têm direito a um dia ruim. Bom mesmo é saber que conseguimos chegar neste equilíbrio. 


A escritora Elizabet Kantor escreveu recentemente um livro entitulado A Fórmula do Amor, onde ela usa as personagens de Jane Austen (autora, entre outras obras, de Orgulho e Preconceito) para explicar as diferenças no 

“vamos usar nossa especialidade natural em relacionamentos para abrir nosso caminho no campo minado das vulnerabilidades de homens e mulheres até um lugar onde ambos possam ser felizes”. 

Isso é um conforto quando colocado verdadeiramente em prática!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Mas, afinal, qual é a mulher que o homem quer ter ao seu lado?

Desde a semana passada está circulando pelas redes sociais um texto da Ruth Manus, publicado no Blog do Estadão e que, segundo o próprio jornal, já foi compartilhado por mais de 700 mil pessoas. O assunto o próprio título entrega: "A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer”.  No relato sincero e fiel ela descreve a mulher que ela é que, provavelmente, o incrível número de pessoas que interagiu com o texto, também é. Somos, como temos falado ao longo da existência do projeto Movimentos Humanos, a mulher que ela relata já no início do seu texto: 

“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.

Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.

Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.

Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”

Qual mulher não se identifica com ao menos uma ou duas características apresentadas neste descritivo? E lá vamos nós falar novamente sobre os conflitos que se inicia, muitas vezes, por conta do que somos hoje para a sociedade. Ao longo do texto ela expressa o outro lado desta mesma moeda e diz assim: 

"Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?"

Nós do Movimentos Humanos ficamos felizes quando esta discussão ganha a proporção que este texto tomou, pois é a prova do quanto o ser humano precisa e quer debater o assunto. É desta reflexão que conseguiremos caminhar para frente: entendendo e assegurando o papel da mulher no mundo, mas compreendendo as consequências que impacta a sociedade como um todo, incluindo o próprio feminino.

A solução para encontrar um ponto de equilíbrio entre a mulher que somos hoje e o homem que consegue entender e acompanhar esta mulher só pode passar pelo diálogo, pelo amor e pela boa vontade de todos os nós. Vamos falar sobre este assunto, mais uma vez, esta semana. 

Post do jornal O Estado de São Paulo falando
sobre a crônica que inspirou a discussão da nossa semana



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Um amor que olha nos olhos

Fiquei a semana toda pensando se fazia sentido falar aqui de uma história de amor bem específica: o amor entre homens e seus cachorros. O questionamento era se fazia sentido falar deste assunto dentro do projeto Movimentos Humanos. Hoje tive a resposta. Estava passando em uma praça quando vi um bulldog se soltar do seu dono e vir correndo em minha direção. Pesadão e desajeitado, como são os cachorros dessa raça, não tive nem tempo de me desviar das suas patas que pegaram em cheio a minha roupa. Resumindo: fiquei suja de lama da cabeças aos pés com a empolgação de um cachorro que, aparentemente, nunca me vira antes. No entanto, parece que já éramos velhos conhecidos. Simplesmente me abaixei e fiz um carinho nele. O dono do cachorro ficou constrangido quando viu o meu estado, mas eu disse a ele que não havia o menor problema. Aquele era um encontro especial. A resposta que eu precisava: sim, vamos falar sobre este amor!

Um dia, assistindo a um programa na National Geographic, ouvi a história de que os cachorros, lá na pré-história, eram lobos com algo que os diferenciava. Eles encaravam os homens. O homem das cavernas começou a perceber esta distinção, e aos poucos, esses lobos se aproximaram dos humanos e começaram então, uma relação mais próxima, pois caçadores que eram, os primatas, entendiam que havia algo especial ali, já que nenhum outro animal na natureza os olhavam nos olhos. Segunda esta história foi assim que nasceu o amor do homem pelo cachorro e vice-versa. Nos tempos atuais, como toda relação, esta também sofre consequências estranhas, fazendo com que muitas pessoas tenham uma afinidade não saudável com seus animais - tratá-los como filhos por exemplo. De qualquer forma, é inegável que este amor traz muitas lições que aquecem nossos corações. 

Coincidência ou não (acredito que não!) esta semana li a história de um menino de 6 anos que explicou aos pais porque os cachorros têm uma vida mais curta do que os humano. O garoto chamado Shane disse: 

Eu sei porque! As pessoas nascem para aprender como ter uma boa vida – como amar todo mundo o tempo todo e ser bom, certo? Bem, os cachorros já sabem como viver assim, então eles não precisam ficar por muito tempo.

Essa explicação é tão linda quanto o poema de Olavo Bilac chamado Plutão. Este poema foi musicado pelo pessoal do Palavra Cantada, muito anos atrás, quando havia um programa na TV Cultura, chamado Rá-Tim-Bum (não confundir com o Castelo Rá-Tim-Bum da mesma emissora e tão maravilhoso quanto!). Toda fez que eu mostro este poema/música para alguém, a tendência é a pessoa achar a história muito, muito triste. Eu acho a história maravilhosa. O amor deste cachorro pelo se pequenino dono é uma lição para qualquer um de nós. 

E você? O que acha? 





quarta-feira, 18 de junho de 2014

O amor sempre começa dentro de nós

Uma das formas de amor é o amor por si mesmo. Sem dúvida essa é a primeira e original forma de amar, afinal, é impossível dar ao outro aquilo que nós mesmos não temos. 

A verdade é que muitas vezes confundimos o amor com outros sentimentos e emoções e complicamos aquilo que deveria ser natural. Louise Hay, escritora de livros motivacionais e fundadora da Hay House uma casa de publicações literárias e também palestrante e professora de metafísica, diz o seguinte: 

“Não importa quanto amor se dê aos outros. Se não amarmos a nós mesmos, ninguém vai nos amar o suficiente. Se temos um relacionamento com uma pessoa que não possui amor próprio, ela nunca vai se satisfazer com o nosso amor, porque não está dando amor a si mesma". 

Nós nascemos fontes de amor, mas conforme crescemos, vamos bloqueando esta luz com nossas crenças limitadoras e começamos a acreditar que não somos bons o suficiente, que fazemos coisas erradas, que somos mau, que não somos dignos de amar e ser amado. 

Tudo que nos afasta do amor, no entanto, está na nossa mente e não no nosso coração. Portanto não existe nenhum milagre. Para conseguirmos amar a nós mesmos é preciso entrarmos em contato com o nosso próprio sentir, com o que verdadeiramente somos e não com aquilo que nossa mente diz que somos. 

É, sem dúvida, um exercício difícil, contínuo e de muita atenção. Mas se exercitado com frequência, vai ficando cada vez mais natural. A maioria das vezes passa por jogarmos todo o lixo que acumulamos dentro de nós fora, como limpar uma casa. Cômodo por cômodo, crença por crença. 

Um exercício para começar a identificar o amor por si próprio é dando atenção aos seus pensamentos. Fique consciente às críticas mais bobas que você faz consigo mesmo no dia a dia. Pensamentos como “ah que burra que eu sou” ou “é muita areia para o meu caminhãozinho”. São com essas pequenas bobagens que vamos minando o nosso amor. Toda vez que se pegar em uma auto crítica pense na hora em algo que você faz muito bem. Repita isso para você quantas vezes for necessário.


Quem ama a si, de forma equilibrada e verdadeira, certamente tem muitas histórias lindas de amor para contar.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Toda forma de amor

Semana passada compartilhei em minha página pessoal do facebook uma lição de amor que li na fanpage da Morena Chic. O texto, na íntegra, é o seguinte:

"Ele tem 80 anos de idade e toma café da manhã todos os dias com sua esposa.
Eu perguntei: por que sua esposa está em casa de repouso?
Ele disse:
- Porque ela tem Alzheimer (perda de memória).
Eu perguntei: a sua esposa se preocupa e sempre te espera para ir tomar café com ela?
E ele respondeu:
- Ela não se lembra... Já não sabe quem eu sou, faz cinco anos, já não me reconhece.
Surpreso, eu disse:
- E ainda toma café da manhã com ela todas as manhãs, mesmo que ela não te reconheça?
O homem sorriu e olhou para os meus olhos e apertou minha mão. Em seguida, disse:
"Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei quem ela é".

Diversos amigos se manifestaram, emocionados, a respeito desse relato tão comovente e então surgiu o tema da semana. Vamos falar de amor? Aquele amor que aquece a nossa alma, que faz a gente acreditar nas pessoas e na evolução da humanidade. Basta amar, profundamente, verdadeiramente, de todo o coração.

Convido aqueles que quiserem compartilhar suas histórias de amor, qualquer forma de amor, a nos contar para que possamos incluí-la no blog durante o decorrer da semana.


Que tenhamos todos dias de muito amor!
Boa semana.