Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de março de 2014

Uma relação séria é sinônimo de falta de liberdade?

Pensando no tema desta semana, me lembrei de um filme bem bobinho (mas bem bobinho mesmo!) que está em cartaz nos cinemas brasileiros chamado Namoro ou Liberdade,no original em inglês, That Awkward Moment. 

Trata-se do gênero comédia romântica em que três amigos, após sofrerem desilusões amorosas, resolvem celebrar a "galinhagem" por toda a vida. Porém não é preciso avançar muito no filme para descobrir que, no fim das contas, eles vão se apaixonar por outra menina e toda a promessa de liberdade eterna (ou independência eterna) vai por água abaixo. É aqui que começa aquela coisa água com açúcar toda. 

Até aí tudo bem. O incrível é como ainda faz sucesso a fórmula do príncipe encantado e a menina dos sonhos do fetiche masculino. Sejamos honestos: qualquer pessoa que já se relacionou no mundo real, sabe que a vida não é tão cor de rosa e que os meninos não são príncipes e nem as meninas são tão moldadas para gostar de tudo que você, meu caro rapaz, faz. 

Foi neste ponto que eu deixei meu lado crítico de cinema de lado - que aliás não é de forma alguma um talento que tenho - e entendi: ali tem o sonho, o desejo, a ilusão. O aspiracional talvez. Os casais assistem ao filme, sonham com a relação fofa. O homens curtem a parte da galinhagem, ou seja, a suposta liberdade e as meninas suspiram quando eles abrem mão do vidão em nome do amor.Tudo isso ali no escurinho e depois vão para casa viver suas vidas. E tudo bem! Ninguém precisa mesmo viver apenas de realidade e, afinal, o cinema se propõe, antes de mais nada, a entreter. 

De qualquer forma é válido como reflexão a respeito da liberdade e da independência - e o que extamente homens e mulheres desejam e sentem a respeito do tema. Chamo este gênero de filme de domingo: gostoso para relaxar e dar uma risadas. Como o fim de semana está chegando pode ser uma boa pedida para o seu domingo. Só não espere uma obra prima digna de Oscar. Trata-se de outra coisa.

Confira o trailer abaixo:

quinta-feira, 27 de março de 2014

Homens, mulheres e a caixa do nada


Outro dia me apresentaram um vídeo que explicava as diferenças entre a forma de pensar e agir do homem e da mulher. O raciocínio que o vídeo traça é muito engraçada e basicamente diz que a cabeça do homem é feita de caixas (caixa da família, caixa dos filhos, caixa do dinheiro, etc). Já a cabeça da mulher é um enorme emaranhado de fios, todos conectados entre si, muitos deles, desencapados. 

Depois de muitos exemplos divertidos, ele chega nas duas maiores caixas que o  homem tem na cabeça: a caixa do sexo e a caixa do nada - que é a maior de todas, segundo o vídeo. Como o próprio nome diz, na caixa do nada, não tem nada dentro. É aquele momento em que o homem não está ouvindo nada do que a outra pessoa diz. Muitas vezes a conexão com a caixa do nada é feita na frente da televisão, onde os rapazes vão mudando de canal sem parar em lugar nenhum. Eles estão simplesmente fazendo nada. 

A maioria das mulheres não compreende muito bem essa coisa de não fazer nada e aí, os fios desencapados começam a dar um enorme curto circuito e pronto….está armada a confusão. Piadas a parte, estereótipos também, confesso que enxergo uma certa razão no raciocínio. 

Para não ficar só na relação casal, pensei nos meus irmãos. Não bastasse um, eu tenho três! Eu os amo de paixão, que fique claro. Mas desde pequena me recordo de me queixar para mim mãe que eles não me ouviam. Agora então, que somos adultos, já sei perfeitamente quando eles estão “ligados" no que estou falando e quando não. Já nem insisto mais de querer conversar nos momentos “off”. Tento esperar os momento “on" para conseguir dar conta de todos os assuntos importantes.

Não consigo achar que não há o que se aprender com esta habilidade tão masculina. Claro que os homens têm a aprender com a possibilidade de ser mais "multi sei lá o que" com as mulheres também, mas olhe pelo outro ponto de vista: não seria uma delícia desligar as nossas cabeças tão pensantes de vez em quando? 

Vou falar a verdade: até pagaria por ter uns 15 minutos totalmente off, sem pensar em nada. De novo chegamos ao ponto em que só o equilíbrio e a compreensão mútua nos fará caminhar para frente, mas eu ainda defendo que as mulheres precisam se desarmar um pouco que este caminhar aconteça. 


P.S.: Sei que o que vou falar agora pode soar estranho, mas vou falar assim mesmo. Quem me mostrou este vídeo foi meu companheiro, o Edu. Demos risadas e nos identificamos bastante. Mas eu fiquei pensando que, às vezes, quando eu chego em casa, cansada, também quero uns 15, 20 minutos para ficar em silêncio. Não que eu não pense em nada nestes momentos, mas não quero interagir. No fim das contas, imagino, não somos assim tão diferentes. Não é verdade?

terça-feira, 25 de março de 2014

os homens querem: liberdade sim, independência não.

Existem algumas crenças em relação ao universo masculino que por estarem tão cristalizadas, geram ruídos nos relacionamentos, só por existirem. Após o Projeto Homens, compreendemos que algumas delas são mais simples de compreender e administrar do que nossa mente quer nos fazer crer. 

Esta semana iremos falar sobre uma delas: a liberdade que o homem disse tanto querer (e ter direito). A reivindicação da liberdade masculina já deve ter gerado alguns bons estresses e até rompimentos. Cada um com sua razão: o homem considerando que tem todo o direito de ser um ser livre, e isso lhe permite a irresponsabilidade; e a mulher que traz consigo a crença que ela sempre será presa - sim, exatamente o oposto - às responsabilidades que deveriam ser compartilhadas. Esta montado o cenário para brigas e ressentimentos.

O que descobrimos no Projeto Homens é que o sentido de liberdade do homem não é o mesmo do sentido de liberdade da mulher. Para a mulher, a liberdade está intrinsecamente associada à independência. Isto se deve a outra crença, a mulher pode não querer nem um pouco, mas ela sabe que sobrevive sozinha. O homem, não.

Portanto, o que vimos no Projeto Homem que a liberdade que o homem tanto busca, é o tempo para si. Um tempo para ele viver suas fantasias, se distrair, sossegar, relaxar, ou simplesmente ficar quieto. Sem falar, nem ter que ouvir ou fingir que ouve para evitar brigas.

Só que é só um tempo porque no próximo ele quer continuar dependente - sim, no sentido emocional do conceito - da mulher e da família que ele escolheu.

Eu sei que este tema dá vários assuntos e discussões, por isso aguardem os desdobramentos.

boa semana para todos.

PS. Ando meio indisciplinada nas últimas semanas mas voltarei a iniciar nosso tema semanal do blog nas segundas-ferias, a partir da próxima semana :) 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Desconforto que liberta



O assunto da semana é a tal da liberdade. O que é ser livre para você? Você vive de fato uma liberdade ou criou uma liberdade aparente que mais aprisiona do que realmente liberta? Por conta de todas estas reflexões é que a nossa dica para o fim de semana vai propor algo que pode parecer muito estranho para você. A ideia é essa mesma: causar pequenos estranhamentos, que mexa com o que você considera confortável, que te leve a fazer as coisas de outro jeito. 

Começamos contando uma história publicada no Neo-Tarô, cartas do Osho e que fala assim:

VALOR
Não tente provar seu valor, reduzindo a si mesmo a uma mercadoria. Lembre-se, a maior experiência da vida não vem através do que você faz, mas através do amor, da meditação.

Lao Tzu e seus discípulos estavam viajando e chegaram a uma floresta onde centenas de lenhadores cortavam árvores. Toda floresta havia sido cortada, exceto uma grande árvore com milhares de galhos. Lao Tzu disse aos seus discípulos para perguntarem aos lenhadores por que aquela árvore tinha sido poupada e a resposta foi: Essa árvore é imprestável porque seus galhos têm muito nós. Não dá para usar nem como lenha, porque sua fumaça é perigosa para os olhos. Os discípulos contaram a Lao Tzu exatamente isso. Ele riu e disse: “Sejam como essa árvore. Se forem úteis, serão cortados e se tornarão mobília na casa de alguém. Se forem belos, serão vendidos no mercado, se tornarão uma mercadoria. Sejam como esta árvore, absolutamente inúteis e então crescerão grandes e amplos e milhares de pessoas encontrarão sombra sob vocês.”

Lao Tzu tem uma lógica completamente diferente da sua. Ele diz: seja o último, mova-se no mundo como se você não existisse: não seja competitivo, não tente provar seu valor – não há necessidade. Permaneça inútil e desfrute.

Tenho certeza que você sentiu, ao menos um pouco, de desconforto ao ler o texto acima. De fato é estranho pensar em sermos inúteis, não é?  Mas pense sem julgamentos e de coração aberto. Reflita sobre o real valor da sua vida e da sua essência. Faça isso durante todo o fim de semana, de uma forma bem diferente: mude seus padrões e rotinas. Faça um novo caminho, deixe de fazer algo que você sempre se programa e se tornou obrigação. Coma coisas diferentes do seu paladar do dia dia. Vá num lugar novo. Escute uma música que não é a sua favorita. Faça tudo diferente do costume. Parece fácil, mas é muito difícil e bem interessante. 

Permita-se o desconforto. E depois sinta a sensação da liberdade te invadir.

Um fim de semana bem diferente para todos nós.





quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Não basta pedir para a fadinha. Tem que saber pedir.


Desde muita pequena ela decidiu que seria independente e achou que isso tinha a ver com dinheiro, sabe-se lá por quê. Dizia, com certo deboche, que teria vergonha de ter que pedir dinheiro para o marido – caso viesse a ter um. “Imagina ter que pedir dinheiro até para comprar minhas panelas”. Adorava esta frase!

Aos 16 anos arranjou um emprego. Interessante que não foi movida pelo desejo de se livrar financeiramente dos pais. Muito pelo contrário: queria restaurar a confiança deles, perdida num ataque de rebeldia da noite para o dia – coisa até comum na adolescência. Reconquistou a confiança dos pais e ainda começou a receber salário. Pequeno, é bem verdade, mas dinheiro de qualquer jeito. Já de cara viu que não tinha lá muita intimidade com o assunto. Recebeu num dia e gastou tudo no outro. Economizar não era matéria da escola e nem passou pela cabeça que poderia fazer algo maior com o dinheiro que merecidamente recebeu (mal sabia ela o que este hábito poderia ter feito ao longo da sua história...). 

Depois entrou na faculdade, começou a estagiar, já ganhava um pouco mais. Outros desejos de consumo começaram a lhe interessar. Primeiro pequenos luxos que sempre quis ter, mas a família sempre achou bobagem. Depois mudou o estilo de se vestir. Deixou de ser surfista, passou a ser boêmia. Suas novas amigas tinham roupas lindas. Por que ela não teria também? Já estava trabalhando com “carteira assinada” quando se formou, recebendo um salário bem descente. Noivou, casou e a promessa se cumpria: as panelas ela comprava, embora nem tivesse tempo para cozinhar. Trabalhava muito, adorava trabalhar. Queria mais, queria tudo que a boa vida pudesse dar. Teve filho e queira muito para o filho também. Queria de tudo, queria mostrar, queria ter, desejava, necessitava. Foi de emprego em emprego caminhando em direção ao sucesso e de mais dinheiro. 

Separou-se, recebeu o convite para mudar de cidade. Negociou um preço. Pagaram seu preço. Foi parar na cidade grande: muitos lugares para conhecer, muitas lojas para comprar, muitos desejos a conquistar. A metrópole era cara, mas lá estava ela "conquistando" o mundo. Recebia salário, bônus, crescia na profissão. Precisava de roupas caras, bolsas, carros. Objetos de poder, afinal, é difícil a vida de mulher que luta. E de tanto lutar merecia comprar. “Mereço um presente aqui e outro ali”, ela dizia. Separada, na cidade grande, com cargo de diretora, sentia-se sozinha e comprar ajudava a passar a sensação ruim da solidão. Foi demitida, mas tinha um contrato que lhe deu o direito a uma boa quantia em dinheiro. Arranjou outro emprego rapidinho, era boa no que fazia aquela menina!  E mais dinheiro tinha para poder comprar seus luxinhos. Cresceu no outro emprego. Degrau a degrau. Lutando. Muito trabalho. Merecia ter uma vida de conforto e por isso dava-se ao direito de ter. Quando se sentia vazia e meio desesperada, logo dava um jeito de encontrar alguma desculpa para mostrar como era feliz por ter tudo que tinha, além de uma vida confortável, um bom emprego e, lógico, a tão sonhada independência financeira.

Mas um dia a verdade apareceu, nua e crua. O trabalho que até então era uma grande satisfação, mudou completamente. Novas pessoas no comando da empresa e novos princípios que nada tinha a ver com a pessoa que ela era. Foi tomada pelo desejo profundo de abandonar aquele emprego, ir embora num dia e nunca mais voltar. Estava cansada também. Tantos anos de trabalho e de luta! Desejava diminuir o ritmo. Planejar com calma um novo caminho. Mas o que fazer? Ou melhor, como fazer?

Poderia ter feito isso se tivesse se planejado, mas agora tinha que enfrentar a sua verdadeira condição. Aquilo que ela chamou a vida inteira de liberdade era mesmo a sua escravidão. Ganhou muito dinheiro, mas não lidou bem com o assunto e lá se foi tudo do mesmo jeito que veio. Nada tinha, além de dívidas. Pior que isso: até o apartamento próprio estava hipotecado – o que fazia com que não restasse outra alternativa se não ter o dinheiro para pagar altas prestações. Que outra alternativa se não no emprego ficar?

Mas encarar a verdade também lhe trouxe força para ver que liberdade que tanto desejou morava mesmo dentro dela. Encarou com coragem o que tinha que ser encarado. Agradeceu por este ensinamento e está aprendendo a viver de uma forma diferente. Esta história é verdadeira e a pessoa que me contou me pediu anonimato. Não porque tenha vergonha da sua história, pois já entendeu o caminho, mas porque ainda está no processo de limpeza e cura. Na verdade eu insisti para contar, pois esta é um outra lado da liberdade a qual nos propomos debater esta semana. 

Muitas pessoas enfrentam a escravidão pelo dinheiro – seja por querer cada vez acumular mais riqueza, ou seja como a mulher desta história que se iludiu achando que consumir preenchia o seu interior. A maioria das vezes, trata-se de um enfrentamento solitário, cheio de vergonha, por não saber como agir. Mas quanto mais atento se estiver, mais fácil ficará fazer a mudança poderosa de crer que quanto mais se possui, mais se é para você é e para isso prospera e tem.

Deepak Chopra, no seu livro As Sete Leis Espirituais do Sucesso, diz:

A mudança consciente acontece por meio da manifestação de duas qualidades inerentes à consciência: a atenção e a intenção. A atenção energiza; a intenção transforma. Quando você concentra a sua atenção em alguma coisa, ela fica mais forte em sua vida. Ao contrário, quando você afasta, a coisa enfraquece, desintegra e desparece (...) Mas a intenção é o poder que move o desejo. A intenção por si só é muito poderosa, porque é o desejo desvinculado do resultado. O desejo sozinho é fraco. A intenção é o desejo com estrita aderência a uma consciência superior.

Portanto, no dito popular: “olha o que você pede para a fadinha, pois ela é bem capaz de te atender”. Saiba pedir e será próspero. Apenas deseje e poderá se tornar escravo de uma situação. É o que a história de hoje me ensinou.